quinta-feira, 10 de maio de 2018

Comunicado do MCATA: Mais de quatro mil assinaturas contra as touradas à corda nos Açores



Mais de quatro mil assinaturas contra as touradas à corda nos Açores

O Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA) condena o início de outra época de touradas à corda na ilha Terceira e relembra que são já mais de quatro mil as assinaturas que apoiam a petição “Não mais touradas, com ou sem corda, nem violência contra os animais nos Açores” disponível na plataforma Change.org (https://www.change.org/p/assembleia-regional-dos-a%C3%A7ores-n%C3%A3o-mais-touradas-com-ou-sem-corda-nem-viol%C3%AAncia-contra-os-animais-nos-a%C3%A7ores).

Os assinantes protestam contra a intenção do Governo Regional dos Açores de introduzir novas alterações à legislação que regulamenta a tourada à corda (entretanto aprovadas na Assembleia Legislativa Regional em março), considerando que esta prática cruel e retrógrada, que nos envergonha como povo, deveria ser abolida, introduzindo definitivamente o progresso e a modernidade no âmbito das nossas festividades populares.

As touradas à corda são responsáveis pela morte e pelo ferimento frequente de numerosos animais, que são abusados inutilmente, para mera diversão humana. São também a causa do ferimento e da morte de seres humanos, calculando-se em cerca de uma pessoa morta e 300 feridos, em média, anualmente. Além do referido, contribuem ainda para uma imagem negativa dos Açores junto de cidadãos nacionais e estrangeiros, que se sentem incomodados ao saber que na região que visitam os animais não são respeitados.

Embora haja quem pretenda associar as touradas à corda a tradições religiosas, queremos relembrar aqui as recentes palavras do Pároco dos Fenais da Luz, o Padre Ricardo Tavares: “A tourada é uma prática anti-cristã, que já foi várias vezes condenada pelos Papas. Inclusivamente a última encíclica do tão aplaudido Papa Francisco, Laudato Si, condena os maus tratos sobre animais. A tourada é uma prática sádica, na qual as pessoas se divertem à custa do medo e do pânico do toiro, além de ser uma actividade bárbara, anti-civilizacional e dispendiosa, que queima verbas que podiam muito bem ser canalizadas para uma acção social ou até para o restauro da Igreja.”

Infelizmente o Governo Regional e as autarquias da ilha Terceira são mais tradicionalistas que a própria Igreja Católica, e a sua ideia de progresso é manter para sempre associada às festividades populares do nosso povo uma tradição bárbara e violenta como são as touradas à corda.

Quantos mais feridos graves e mortos, quantos mais animais feridos e com os ossos partidos, quantos mais turistas envergonhados e constrangidos serão necessários para acabar com o apoio governamental a esta infame actividade própria de outra época?


Comunicado do
Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)
10/05/2018






sábado, 21 de abril de 2018

Tudo na mesma em 2018



No próximo dia 1 de maio tem início uma nova época de tortura de bovinos e de cavalos nos Açores, sobretudo em duas ilhas que são um verdadeiro inferno para os animais, a Terceira e a Graciosa.

Tal como em anos anteriores, assistir-se-á a um esbanjamento de dinheiros públicos. Em Angra do Heroísmo serão queimados 100 mil e quinhentos euros, na Praia da Vitória só numa tourada de praça 75 mil, e na Graciosa, nunca divulgam, talvez por vergonha, mas deverá rondar os 50 mil euros.

Recentemente foi aprovado um novo regulamento das touradas à corda, que hipocritamente visa melhorar o bem-estar animal, mas que na prática destinou-se a criar facilidades no licenciamento e a diminuir os custos das touradas, beneficiando claramente que vive do negócio, os ganadeiros.

Não podemos ficar indiferentes, por isso apelamos a todos os amigos dos animais para que manifestem o seu desagrado nas páginas das entidades promotoras ou financiadoras:


Câmara Municipal de Angra do Heroísmo: https://www.facebook.com/cmangradoheroismo/

Câmara Municipal da Praia da Vitória: https://www.facebook.com/MunicipioPraiaVitoria/

Câmara Municipal de Santa Cruz da Graciosa: https://www.facebook.com/mscgraciosa/



quinta-feira, 15 de março de 2018

Mais dinheiro regional para a tortura de cavalos e touros



Caça, touradas e dinheiro público

A Assembleia Legislativa aprovou, na passada semana, por unanimidade, uma proposta do Governo Regional para a desafetação de uma parcela de terreno do Núcleo Florestal das Fontinhas, tendo em vista a cedência precária ao Clube Cinegético e Cinófilo da Ilha Terceira para a construção de um Centro Hípico.

O Decreto Legislativo Regional cede uma parcela de terreno com uma área de 1,79 hectares para este efeito.

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas, João Ponte, salientou que, na ilha Terceira, existe uma grande tradição taurina, em que o cavalo é um dos elementos centrais da festa quando esta ocorre na praça.

Fonte: Atlântico Expresso, 5 de Março de 2018



quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Comunicado do MCATA: Cidadãos açorianos contra a continuidade das touradas à corda na Região




Cidadãos açorianos contra a continuidade das touradas à corda na Região

Mais de 1.600 pessoas já assinaram a petição “Não mais touradas, com ou sem corda, nem violência contra os animais nos Açores” disponível na plataforma Change.org (https://www.change.org/p/assembleia-regional-dos-a%C3%A7ores-n%C3%A3o-mais-touradas-com-ou-sem-corda-nem-viol%C3%AAncia-contra-os-animais-nos-a%C3%A7ores).

Os assinantes protestam contra a intenção do Governo Regional dos Açores de introduzir novas alterações à legislação que regulamenta a tourada à corda na Região, qualificando esta prática como cruel e retrógrada, sendo que cada vez mais açorianos a repudiam e pretendem o seu fim.

Os peticionários manifestam-se contra a prática da tourada à corda principalmente por três razões: pelo facto de as touradas à corda serem responsáveis pela morte e pelo ferimento frequente de numerosos animais, que são abusados inutilmente para mera diversão humana; pelo facto de as touradas à corda serem a causa de ferimentos e da morte de seres humanos, calculando-se serem responsáveis, em média, por uma pessoa morta e 300 feridas anualmente na Região; e pelo facto de as touradas à corda contribuírem para uma imagem negativa dos Açores junto de cidadãos nacionais e estrangeiros, que se sentem incomodados pelos maus-tratos infligidos aos animais nos Açores, optando por escolher outros destinos turísticos.

Os assinantes consideram que está na hora de introduzir o progresso no âmbito das festividades populares dos Açores e deixar atrás, no seu sepulcro caiado, todas as tradições que envergonham os açorianos como povo.

A petição será entregue proximamente à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, ao Presidente do Governo Regional e a outros responsáveis políticos e governamentais da Região.


Comunicado do
Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia nos Açores (MCATA)
01/02/2018






Não mais touradas, com ou sem corda, nem violência contra os animais nos Açores



A tourada à corda é um sepulcro caiado

O Governo Regional dos Açores, através do Secretário Regional Ajunto da Presidência para os Assuntos Parlamentares, Berto José Branco Messias, conhecido forcado da ilha Terceira, pretende introduzir algumas alterações à legislação que regulamenta a tourada à corda e outras práticas cruéis com bovinos nos Açores [http://base.alra.pt:82/iniciativas/iniciativas/XIEPpDLR010.pdf].

A prática da tourada à corda, comum na ilha Terceira, onde cada vez surgem mais pessoas a manifestar o seu repúdio, e cujos seus adeptos tudo fazem para as implantar nas restantes ilhas e comunidades lusas (nomeadamente EUA, Canadá e Brasil) recorrendo ao falso argumento do costume religioso, não passa de uma tradição abjecta por diversos motivos:

- As touradas à corda são responsáveis pela morte e pelo ferimento frequente de numerosos animais, que são abusados inutilmente, para mera diversão humana;

- As touradas à corda são a causa do ferimento e da morte de seres humanos que por habituação nelas participam ou que simplesmente se encontram de passagem pelo local, calculando-se em cerca de uma pessoa morta e 300 feridos, em média, anualmente (embora, sem dados oficiais, o número possa ser superior);

- As touradas à corda contribuem para uma imagem negativa dos Açores junto de cidadãos nacionais e estrangeiros, que se sentem incomodados ao saber que na região que visitam os animais não são respeitados, optando muitas vezes por escolher outras regiões onde o verde das paisagens não é salpicado com sangue.

Face ao exposto, consideramos que não é introduzindo filarmónicas ou outros divertimentos na prática da tourada à corda que ela vai ficar mais “amiga” dos animais e mais aceitável face à opinião pública.

Pelo contrário, condenamos todas as iniciativas que, sem contribuírem para o definitivo fim desta prática cruel e retrógrada, tudo fazem para a perpetuar, beneficiando umas minorias que vivem à custa da exploração da ignorância e do sofrimento alheio.

Consideramos, por último, que está na hora de introduzir o progresso no âmbito das festividades populares das nossas ilhas e deixar atrás, no seu sepulcro caiado, todas as tradições que nos envergonham como povo.

Não mais touradas, com ou sem corda, nem violência contra os animais!


PETIÇÃO:
https://www.change.org/p/assembleia-regional-dos-a%C3%A7ores-n%C3%A3o-mais-touradas-com-ou-sem-corda-nem-viol%C3%AAncia-contra-os-animais-nos-a%C3%A7ores





sábado, 7 de outubro de 2017

Sem respeito pela propriedade privada


Ocupação clandestina de um terreno privado para a construção de uma praça de tortura, no concelho de São Roque, ilha do Pico.

A proprietária encontrou a praça feita ao regressar ao Pico, após três meses no Canadá. Ela não autorizou a construção da praça e opõe-se terminantemente à realização de espectáculos de tauromaquia no seu terreno.

A câmara, no entanto, licenciou um espectáculo de tauromaquia em setembro, participando na ilegalidade.



sexta-feira, 29 de setembro de 2017

O universo autárquico e partidário da tortura


TERCEIRA

Angra do Heroísmo. Câmara PS.


Praia da Vitória. Câmara PS.


GRACIOSA

Santa Cruz da Graciosa. Câmara PS. Candidato PSD.



SÃO JORGE

Velas. Câmara CDS.


FLORES

Lajes das Flores. Câmara PS.


SÃO MIGUEL

Lagoa. Câmara PS.


Ribeira Grande. Câmara PSD. Candidato PS.



Nordeste. Candidato PS.